Estou à procura do meu poema mais bonito.
tanto (a)mar
Daqui a pouco vai amanhecer. Há um vago cheiro de mar solto nas ruas. Então, com as mãos vazias, finalmente começo a navegar. Caio F
domingo, 2 de novembro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Fragilizada
O mar da minha escrita
secou.
Minhas palavras encharcadas não me salvam mais
do meu afogamento diário.
Não me enxergo mais
meus pensamentos viram pó
meus dedos estão duros
de tantos poemas não escritos
poemas rasgados
fragmentos
que vão embora com o mais leve dos sopros
meu sopro de desilusão particular.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Born to die
Ele já faz parte de mim. Uma parte infinita e insubstituível. Uma pedaço de mim. Um pedaço que me preenche nesse meu vazio de poesia incoerente, de transtorno ambíguo. Perplexa complexidade. Nós vivenciamos dos mesmos momentos - dos mesmos efeitos colaterais. A cada entorpecente. Duas almas deprimentes.
Caminhando nas ruas, perdidos em meio a vultos, aparições e desilusões. Cada um montado no seu salto de veludo-espinho. Com seu batom vermelho cor de sangue. Nicotina na língua.
My dear, nós aprendemos a enfeitiçar, (haha)... nós aprendemos juntos a ter o mundo em nossas mãos.
Malícia. Uma dose,
que delícia.
[...]
Cada um com seu pedaço de coração cortado.
E ferido.
Mas, unidos... nosso fim de festa é infinito.
"All my heart it breaks every step that I take" [...]
Mesmo sabendo que we were born to die, eu amo te ter comigo.
Você faz parte de mim.
Meu viver é mais bonito com você.
meu amor, quando a gente se versifica
a gente também se purifica
então escreve
custura a ferida
doa teu coração
Impede a loucura
Corrompe o senso da razão.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Branco
Rasgada. Trincada. Congelada em mais de mil corações de fogo. Gelo que queimou. Desculpa que não colou. Coisa que se move, que grita no silêncio, que invade como veneno. Coisa fina. Droga cara. Praça vazia. Gosto de desilusão na língua. Pornografia com batom vermelho borrado, cabelo embaraçado, arrepio constante, relação pendente.
Caminhada de mil anos. De mil olhares
Mas aqui, no meu casulo, aqui na minha foça terminal... tudo mudaria. Aqui onde nada nunca se acende. Nada existe.
Sofá empoeirado em baixo dos nossos corpos sujos. Sujeira e gosto de suor à dois. Pedaços de carne que se costuram. Se remendam juntos.
No calor do meu corpo tu não passa frio.
[Não sei mais escrever. Minha poesia está com fratura exposta].
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Morena dos olhos D'água
Todos os dias venho ao mesmo lugar... Caminhadas tortas, sempre quinze minutos atrasada pra chegar em lugar nenhum. Sempre correndo atrás do invisível que insiste em embaçar a visão. Sempre disposta ao fazer nada dolorido. Assim seguindo... caminhando devagar, assim sem pressa. As horas vão passando, o sol nasce e morre todo dia e todo dia vou fingindo nascer ao acordar... Fingindo ser em mim. Perdida. Viciada. Emotiva e Des-emotiva-da. Des-emoti-vida. Respirando e cantando pra não poder ouvir os pensamento. Querendo ficar surda. E muda. Mudança. Sem dança, essa vida de hoje em dia. Sem muitas cores. Sem muita graça. Com um só cheiro. Um mesmo cheiro na roupa, nos dedos, na garganta e na alma.
Andando por aí. Falando pouco. Enxergando pouco.
Questionando cada sorriso na rua.
Cada gargalhada nas mesas dos bares.
Cada gemido dos orgasmos alheios.
Cada abraço casual.
Cada olhar quebradiço.
Cada fumaça que se dissipa no espaço.
Cada vento que bate em cabelo limpo e solta cheiro bom.
Cada viagem sem volta.
Cada palavrão sem demora.
Cada adeus mal-dito.
Cada tara
Cada mesmice secreta
Cada beijo encharcado de nada.
Cada dia é dia de não ser. Não ser dia... não ser luz... não ser luar.
E a cada grito, cada conversa, cada lágrima... algo de dentro vai apagando, assim, deixando de sen-t-i-r... Deixando de se importar, só querendo ir devagar. Sempre foi sabido que a felicidade é uma constante busca... Mas nos meus dias é apenas um eterno acúmulo perdido num vazio infinito.
Um choro meu. Um pedido.
A cada lágrima que cai salgada em cima do coração,
estou eterna.
domingo, 10 de agosto de 2014
Inquilina dos corações vazios
Puta
viveu sua fase culta
do bordel pra esquina de qualquer rua
de bar em bar
Puta
sua cama é pra guardar troféus
de orgasmos falsos, caros, de papel
de papel
cada tara
mesmice secreta
no armário guardado o consolo
Mais uma vez, nunca de cara
nunca de cara...
Puta.
No desconsolo da pele, a rua aquece por fora da roupa. Roupa curta. Batom vermelho na boca manchada de desilusões. Corações. Partidos repartidos nos sentidos comedidos.
A tontura já subiu a cabeça. Gosto de vinho na língua. Língua já com gosto de você. E eu percebendo a cada passo porque gosto de você. Porque sou puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuutaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Uma vadia de charme corriqueiro.
Embriagada de delírios. Sedenta de expectativas. Enlouquecida pela poesia. Entorpecida. Sangrando por dentro. No dentro que corrói mas arrepia. Dói mas dá prazer. Inquilina dos corações vazios. Andarilha dos corações pesados. encharcados. Mas fugitiva do seu próprio coração. Torturante prisão. Veneno macio. Numa noite escura. Sem vontade de voltar pra casa. Que agora nem é mais minha casa. Eu moro nas ruas... nas camas... nas almas...
eu moro nos outros.
e isso já me basta.
vulgaridade que me aproxima.
aproximação que me afasta.
viveu sua fase culta
do bordel pra esquina de qualquer rua
de bar em bar
Puta
sua cama é pra guardar troféus
de orgasmos falsos, caros, de papel
de papel
cada tara
mesmice secreta
no armário guardado o consolo
Mais uma vez, nunca de cara
nunca de cara...
Puta.
No desconsolo da pele, a rua aquece por fora da roupa. Roupa curta. Batom vermelho na boca manchada de desilusões. Corações. Partidos repartidos nos sentidos comedidos.
A tontura já subiu a cabeça. Gosto de vinho na língua. Língua já com gosto de você. E eu percebendo a cada passo porque gosto de você. Porque sou puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuutaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Uma vadia de charme corriqueiro.
Embriagada de delírios. Sedenta de expectativas. Enlouquecida pela poesia. Entorpecida. Sangrando por dentro. No dentro que corrói mas arrepia. Dói mas dá prazer. Inquilina dos corações vazios. Andarilha dos corações pesados. encharcados. Mas fugitiva do seu próprio coração. Torturante prisão. Veneno macio. Numa noite escura. Sem vontade de voltar pra casa. Que agora nem é mais minha casa. Eu moro nas ruas... nas camas... nas almas...
eu moro nos outros.
e isso já me basta.
vulgaridade que me aproxima.
aproximação que me afasta.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Ânsia
Numa noite escura sem fim. Lembranças e esperanças que vão embora com o vento. Noite fria. Sentimentos que atrofiam. Atrofiei com todo o mundo. Com quem confiou, com quem prezou e desprezou. Roupa no varal. Cerveja quente no copo. É difícil se manter vivo. A cada dia eu só sobrevivo.
a não contar com ninguém
pois na rua se vale
a maldade que têm
Assinar:
Postagens (Atom)






