sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Branco

Rasgada. Trincada. Congelada em mais de mil corações de fogo. Gelo que queimou. Desculpa que não colou. Coisa que se move, que grita no silêncio, que invade como veneno. Coisa fina. Droga cara. Praça vazia. Gosto de desilusão na língua. Pornografia com batom vermelho borrado, cabelo embaraçado, arrepio constante, relação pendente. 
Caminhada de mil anos. De mil olhares
Mas aqui, no meu casulo, aqui na minha foça terminal... tudo mudaria. Aqui onde nada nunca se acende. Nada existe. 
Sofá empoeirado em baixo dos nossos corpos sujos. Sujeira e gosto de suor à dois. Pedaços de carne que se costuram. Se remendam juntos. 

No calor do meu corpo tu não passa frio. 

[Não sei mais escrever. Minha poesia está com fratura exposta].

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