I just can't. I just ride.
Ela costumava ser bela. Sorria. Amava mais. Saia com os seus lenços e dançava a noite inteira, rodopiava, suava, ardia... ardia como fogos de artifício que não veem o quanto consomem de energia dos que só olham, dos que só desejam. Ela conversava com uma doçura, tinha um olhar tão mágico. Poderia comover o mundo todo... Seu olhar também era forte, eram ondas que não precisavam de reciprocidade. Ela já era inteira sozinha. Ela já era dona de si o suficiente. E quem algum dia pensou que ela chorava? Quem algum dia arriscaria pensar que ela já tinha sofrido? Gente assim, como ela, aos deuses não ofendia. Ela era duma ternura... não lhe tocava a pela, mas lhe apoiava com palavras. Ela era fantástica, conhecia o melhor de tudo, bebia das melhores experiências, desfrutava dos mais profundos e quentes amores. Ela era absolutamente tudo que eu queria ao meu lado. Ela era tudo quando tudo virava nada. Ela era céu, era mar, era luz.
Até o dia em que...
Ela deixou de [ser].

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