"Não importa quantos cigarros eu fume. Quantos beijos eu dê. Quantos textos eu (não) escreva. Quantas vidas eu afete. Tem algo oco que nunca vai embora. É uma mistura de coisas. É dor. Amor. Fervor. Mas é tudo incolor. Sempre achei que pensar demais era saudável. Mas com o tempo percebi que quanto mais a gente pensa - e se encobre na própria descoberta - mais doente a gente fica. As pessoas são fracas. Eu sou fraca. E não dou conta de tudo que preciso/devo/quero sentir. Despertar em algo. Adormecer em algo. É sempre assim, dando de gole em gole o que toma pra viver. E ninguém me ensinou a fazer isso. Eu bebo tudo de uma vez. Encho a cara sem ter dó. Eu não adormeço. Eu não esfrio. Eu não esqueço. Virei a mistura de todas as cores, que sugam, correm, alteram minha forma de (res)pirar. Branco. Tudo - que vira nada em sua própria confusão. Amor que se anula. Dor que se anula. Nada que se anula. Sinto tudo todos os dias e é aí que paro de sentir. Não sei se vivo ao acordar. Se sonho ao dormir. Se morro sem sentir. Só sei que existo. E carrego o peso do mundo inteiro - no mais leve dos sentidos".
Contemplo o mundo. O mal. O bem. O tudo. O nada. E o mais além.
- Dulce V.
Tua frase. Teu desenho.
Agora na parede, respirando fora de mim, de tu, pra [nós], vós, eles [...]

Você é um prisma refletindo Luz, saindo em cores. <3 Desperta(dor) seu amor
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