Sob as cordas entrançadas que me faziam tremer a fio de abismos silenciosos, a vida ontem foi mais (b)ela. Isso, não porque os olhos viram coisas, ou a boca lambeu bichos... não, não. Foi só porque os ouvidos escutaram sons, sons de giratórios raios "eletro-encantadores" que fizeram gente flutuar, brincar de ser feliz, pintar a luz do breu, remendar o pau da barraca, arrancar o olho de tudo que faz chorar, comer o que nem é tão bom, sentir uma riso querendo aparecer, um olho querendo arrancar essências... de tudo! De tudo!!! Daquilo que foi pra nunca mais ser, que virá para sempre nas lembranças.
Mas ainda tem a mente, que vive me segredando coisas - são, descartas desencontros desconversas despertares descontínuos desejosos desencantados.
Não me apague quando eu for, não limpe a casa quando eu sair.Vou cair, despedaçar.
Minguar no horizonte, te perder ao me buscar.
Continuo fervendo pra sair,
sair do mundo - não de ti.

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