Quero sangrar, quero saber como é ter o roxo. Quero ver o arranhão na pele e provar o afrodisíaco sabor dos sentidos. Quão forte pode ser essa lição unânime que a vida me dará? Será que ela conversa comigo ou parte logo pra agressão? Se doer, que doa. Se arranhar, que grite. Mas se ferir, se ferir como tudo que te fere assim que levantas da tua cama e lembras o que faz no mundo todos os dias que o mundo tem, se isso te ferir profundamente... toque de novo. Reflita duas vezes. Pegue a mochila. Esqueça as unhas sujas. E trate. Logo. De limpar seu coração.
Foi tudo o que houve, um interesse de reciprocidade às avessas. Uma comida que não desceu. Uma penetração sem dois corpos. Uma música sem musicalidade. Uma praia sem um pingo d'água.
Faz mal ver demais. Faz mal escutar tudo. Faz mal tocar naquilo que nunca será seu. Porque aquilo provavelmente não existe. Ou não deveria existir. Só por isso.

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