[...] Todo o
calor que só o amor lhe pode dar — a orquestração
de todos os sentidos, tato, audição, visão e paladar; todos os acompanhamentos
eufóricos, música de fundo, estados
de espírito, atmosfera, variações... Não existem duas peles com a mesma
textura, e nunca o mesmo tom, temperatura, sombras, jamais o mesmo gesto; pois o amante, quando incendiado pelo verdadeiro amor, é capaz de percorrer a escala da sabedoria de muitos séculos. Quanta coisa, quantas variações de idade, de
maturidade e inocência, de perversidade e arte — afrodisíacos literários.
Todo o
calor que o sexo deve dar, misturado com lágrimas, risos, palavras, promessas,
cenas, ciúme, inveja, todos os condimentos do medo, da viagem ao estrangeiro,
novos rostos, romances, histórias, sonhos, fantasias, música, dança, ópio, vinho [...]
"Apenas o
ritmo simultâneo do sexo e do amor pode
criar o êxtase."
(Anaïs Nin)

Todo o fogo que há entre as carnes... O sexo não é o sexo, é o imaginar estar com o outro e perder-se em rios, é a doação, é mão no peito alinhavando com as linhas de pêlos, é sentir que pulsa algo do outro que escorre em você...que não é só o líquido.
ResponderExcluirÉ o tesão.
Prazer encarnecido.
Flora Anaïs-Theo, sinto-me honrada em ver seus rasgos no corpo. Às vezes tenho a sensação de ver uma bela se transformando em Fera em ímpetos de desejos. E isso me excita à vida. (rs malvados)
Beijos doce...